quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

E o meu medo de ter medo...

É uma luta pessoal,
Uma conquista buscada constantemente;
Uma cobrança desenfreada, desenloucada,
Exagerada.

Entre medo e fracassos
-Sou covarde!
Não conseguirei.
Veto a chance de tentar...

Assusta a ignorância, o diferente.
Perdeu um pouco da essência ou mudou?

-Busco resposta?
As quais ninguém poderá me responder, nem o Chapolim Colorado...
Nem antigas conversas em um tapete vinho desbotado.
-É melancólico.

Não pode reconstruir valores.
Muito menos destruir os novos.
Continua-se a crescer assim.
E o processo de crescimento envolve isso.
-Serio?

Não pensar o que vão fazer,
Pensar,
Falar,
Ou criticar.

Não pensar o “tenho que ser”
Não pensar o “Preciso ser”

Olhar para dentro.
Chamar um alguém,
Escondido nesta embalagem,
Escondido atrás daquela pilha de frustrações,
Daquela montanha de medos,
E, gritar:

“Ei! Volta! Tá na hora de sair, redundantemente, para fora.
Parar de se esconder no medo!”

3 comentários:

Veriana Ribeiro disse...

este definitivamente é o maior dos meus medos. O medo de ter medo.

gostei muito do poema, parecia q vc estava falando pra mim. Me emocionei.


beijinhos linda

Sugestivel disse...

Grande Manu Falqueto!
Te descobri blogueira agora.
Gostei do poema ;)
Beijão

jeronymo artur disse...

de ter medo
não faz da minha força confusão.
...
e eu sei que a tua correnteza não tem direção.



graaande legião! o/ sou fã incondicional! ;)



to precisando olhar pra dentro e chamar esse alguém.
esse alguém que insiste em pensar no 'tenho que ser' e no 'preciso ser'.