quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Ele estava ali sozinho. Escondido do sol escaldante na sombra daquela árvore. Pendurado no galho duma mangueira. Parado. Nem a brisa o embalava.
Quando ela o viu. Sorriu. Olhou em volta e não tinha ninguém por perto. Todos estavam em suas salas. Caminhou até o balanço. Fizeram aquele balanço durante a manhã. Oras! Não tinha nada pendurado ali mais cedo.
Sentou. Pensou, será que ainda sei fazer isso? E, se as cordas arrebentarem? Foi para trás subindo nas raízes da mangueira. Abaixou a tábua. Flexionou os joelhos. Seja o que Deus quiser.
E, balançou. Lembrou dos tombos, da vontade de ter tido um balanço no quintal para brincar a vontade. Lembrou-se do melhor que o balanço dos balanços causam, a vontade de voar, voar bem alto.
Pulou.


Foto Manu Falqueto

Um comentário:

O seringueiro Voador disse...

O balanço era o único brinquedo que eu gostava, e de certa forma, ainda gosto, nesses parquinhos.

Já pulei, mas não era a minha prática favorita, o bom mesmo era está se balançando sentindo a sensação do vento passando por nós.